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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Relatos Selvagens

Ótimo filme. Um ensaio sobre a natureza humana.


domingo, 29 de janeiro de 2012

Minhas tardes com Margueritte



"foi um encontro discreto do afeto com o amor."

"nas histórias de amor, não há apenas o amor. Nunca dissemos 'te amo', no entanto, nos amamos."

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ces amour là

"os melhores anos da vida são ainda não vivemos."

terça-feira, 5 de abril de 2011

Leite Derramado

acabei de ler "Leite Derramado" do chico buarque.
o chico como escritor é um incrível compositor.
e como escritor, é um compositor mais incrível ainda.

quinta-feira, 24 de março de 2011

A vida dos outros, a camareira e outra coisas mais


Esses dias assisti ao filme "A Vida dos Outros" de Florian Henckel von Donnersmarck, achei o filme incrível e me fez pensar em muitas coisas. Dois dias depois, Dona Maria, minha vizinha, diz que tem um livro para me emprestar e que eu iria adorá-lo. E de fato eu adorei. O livro é "A Camareira" do autor (também alemão)Markus Orths. E não é que as duas histórias tem um enredo em comum que me chamou muita a atenção? Em "A vida dos Outros", Gerd Wiesler, um obediente oficial da Stasi, tem a missão de espionar 24 horas por dia o escritor Georg Dreyman, para vigiar sua conduta e posição em relação ao seu país e seu regime político. No intrigante romance "A camareira", Lynn é uma mulher solitária e neurótica que acaba de sair de uma crise existencial e consegue um emprego como camareira de um movimentado hotel. Tanto Wiesler como Lynn são super dedicados no que fazem, digamos até obstinados, isso porque querem esconder uma vida triste e solitária, por isso se jogam de cabeça nos seus ofícios. Até que Wiesler se vê facinado pela vida do escritor que ele vigia. E quanto mais ele se envolve nesta espionagem da vida dos outros, mais se evidencia a pobreza de sua vida pessoal. Lynn, por sua vez, cria o estranho hábito de esconder-se debaixo das camas dos hóspedes para espiar o que se passa com as pessoas desconhecidas durante a noite. E isso passa a proporcionar-lhe um prazer imenso, que sua vida real não o faz. E ambos seguem assim, contentando-se em viver a vida dos outros em detrimento das suas próprias vidas, pois estas já não os satisfazem mais. O final destas histórias, eu recomendo que assistam ou leiam nestas duas grandes obras. E este relato termina com o almoço que tive com duas queridas amigas hoje, em que justamente falávamos da inútil capacidade dos seres humanos de intrometer-se na vida dos outros. É incrível como muitas pessoas esquecem de seguir o seu caminho, pois estão sempre preocupados em saber ou ficar sabendo o que fazem os outros. Fica a dica. Be yourself.